Centro Histórico de Diamantina 

No século XVIII, quando os desbravadores do interior do Brasil continuavam na busca por ouro, descobriu-se, próximo ao rio Tijuco, um local ainda mais valioso, com abundância de Diamantes, onde mais tarde chamou-se Diamantina.

Uma das histórias que enriquecem o imaginário da cidade é a de Chica da Silva, a ex-escrava que desfrutou de benesses concedidas apenas a mulheres brancas por ser amante de um poderoso coronel. 

O que mais caracteriza Diamantina é o fato de ter sido construída em um ambiente considerado inóspito, de geografia acidentada, em declive acentuado. Toda a arquitetura local foi adaptada por isso. A originalidade das construções, evidenciando a adaptação de modelos europeus à região foi um dos fatores que permitiram a inscrição do Centro Histórico de Diamantina na lista de Patrimônios em 1999, sob os seguintes critérios:

- ser a manifestação de um intercâmbio considerável de valores humanos durante um determinado período ou em uma área cultural específica, no desenvolvimento da arquitetura, das artes monumentais, de planejamento urbano ou de paisagismo
- ser um exemplo excepcional de um tipo de edifício ou de conjunto arquitetônico ou tecnológico, ou de paisagem que ilustre uma ou várias etapas significativas da história da humanidade

 

Localização: no Alto do Jequitinhonha, região central de Minas Gerais
Latitude: 18º14’48” sul
Longitude: 43º36’06” oeste
Área total: 4.672 Km2
População: 43.022 habitantes (IBGE, 1996)
Relevo: montanhoso de planalto irregular, marcado por afloramento de quartzito, é atravessado pela Serra Geral ou Serra do Espinhaço na borda oriental
Altitude: até 1.113 metros
Índice pluviométrico: 287,3 milímetros, com chuvas fortes ocorrendo em novembro e dezembro
Temperatura média: entre 25º e 13º Celsius. Entre junho e julho, a temperatura pode chegar a 5º Celsius
Distância: 282 quilômetros de Belo Horizonte