| Área de Conservação do Pantanal | |||
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VAZANTES DE VIDAS No
Pantanal, explica o zoólogo Arif Cais, os rios possuem uma exuberante
fauna ictiológica (peixes) com 263 espécies onde destacam-se o Dourado (Salminus maxillosus), o Pacu (Piaractus
mesopotamicus), o gigantesco Jaú (Pauliceia
luetkeni) com mais de 100 quilos, o Pintado (Pseudoplatistoma corruscans),
o Cachara (Pseudoplatistoma
fasciatum), a Piraputanga (Brycon
microlepis), o Curimbatá (Prochilodus
lineatus), a Arraia (Potamotrygon
falkneri) a temível Piranha (Pygocentrus
nattereri) e a não menos perigosa Pirambeba (Serrasalmus
marginatus), principais alimentos do Jacaré (Caiman yacare). O
multicolorido Araçari-castanho (Pteroglossus
castanotis) e o maior dos Tucanos (Ramphastus
toco) sobrevoam áreas florestadas em busca de frutos ou saqueando
ninhos de outras aves, roubando-lhes ovos e filhotes. No topo da cadeia
ecológica estão os Gaviões, com seus bicos e garras recurvados, fortes
e carniceiros, singrando os ares sobre suas infelizes presas. O maior
deles é o inigualável Gavião-real (Harpia
harpyja) que com seus dois metros de envergadura habita o topo das árvores
mais altas. Há, ainda, o Carcará (Polyborus
plancus), e o Gavião-caramujeiro (Rostrhamus
sociabilis), dentre outros. O Pantaneiro, como é chamado o homem do Pantanal, reconhece nos estridente cantos da Seriema (Cariama cristata) a chegada das grandes chuvas que inundarão o ambiente – é tempo de recolher o gado nas “cordilheiras”. O Pantanal recebe, ainda, bandos de aves migratórias provenientes do Ártico a caminho do Antártico. Quanto aos mamíferos, que somam cerca de 80 espécies, há que se assinalar a presença dos maiores carnívoros das Américas: a Onça-pintada (Panthera onca) e a Onça-parda ou Suçuarana (Puma concolor) que pelos portes avantajados constituem-se constante ameaça à criação do gado e do próprio homem, gerando mitos, medo e desconfiança. A Capivara (Hydrochoerus hidrochaeris), antes ameaçada de extinção, assim como o Jacaré, pode ser vista em enormes bandos nas baías e nas margens das estradas. Nos varjões mais protegidos vive o Cervo-do-Pantanal (Blastocerus dichotomus), o maior e mais imponente cervo da América do Sul, assim como a Anta (Tapirus terrestris). Nas partes secas, bandos de Coatis (Nasua nasua) convivem com os brincalhões Macacos-pregos (Cebus apella) e os barulhentos Bugios (Alouatta caraya). |
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