| CENTRO HISTÓRICO DE SÃO LUÍS | |||
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CIDADE DE AZULEJOS São Luís se liga também em aspectos arquitetônicos ao mundo de origem portuguesa como São Luís do Senegal, cidades dos Açores e à longínqua Cochim, na Índia do Sul. Nas Américas, pode ser comparada a Quito, no Equador, também aclimatada à zona equatorial, isolada nos Andes, sem águas doces e florestas de intensos verdes permanentes. É bastante importante que a utilização de azulejos na fachada das construções, uma adaptação brasileira, tenha sido exportada para Portugal. Como disse Santos Simões, “foi do Brasil que veio para a velha metrópole a nova moda do azulejo de fachada (...) curioso fenômeno de inversão de influências” (Silva, 1986, p. 87). Fato que, somado a tantos outros, demonstra a complexa dinâmica das relações entre Brasil e Portugal durante o período colonial. E ainda, sobre o encontro das águas traiçoeiras, ora azuladas, ora esverdeadas, cambiantes quais renques de palmeiras ao vento, dirigiu-se arfante nosso maior poeta ao exílio eterno, o romântico indianista Gonçalves Dias: Minha terra tem palmeiras / Onde canta o sabiá / As aves que aqui gorjeiam / Não gorjeiam como lá. Versos do exílio em Portugal. |
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